dicas de finanças para autônomos

Como organizar as finanças sendo autônomo

In Artigos, Profissional Autônomo by Camila Hezel0 Comments

Você é seu próprio chefe. Isso pode ser ótimo em algumas coisas mas também exige muito controle em outras, como nas finanças. Então, vem com a gente pensar com carinho em como anda o seu departamento financeiro.

Das desvantagens de ser seu próprio chefe

Acredito que você já esteja bem familiarizado com as dores de trabalhar como autônomo, sendo dono e funcionário do seu negócio, sem carteira assinada.

Longe de nós querer jogar um balde de água fria, todo tipo de trabalho tem suas dores e felicidades, e é só se organizar certinho que a dor pode ser mais leve. 🙂

Mas, para manter tudo organizado, vamos listar quais são as principais coisas que você não tem garantido e precisa contornar:

  • Benefícios como FGTS e PIS
  • Aposentadoria 
  • Plano de saúde

Uma opção para continuar contribuindo para a previdência social e garantir alguns direitos, como a aposentadoria, é se regularizar como MEI ou Pequena empresa. 

Outra opção é contribuir por conta própria como contribuinte individual ou, se você consegue se controlar com o dinheiro, separar um valor mensal em um investimento de longo prazo ou previdência privada, que acaba rendendo mais do que a do governo. 

No caso do plano de saúde, você vai precisar incluir isso nos seus gastos pessoais. Tente negociar e pesquisar bastante as opções de planos que você pode escolher.

Como organizar a irregularidade de lucro

Se você trabalha com produtos, vendendo chocolates artesanais, produtos de beleza, etc., é possível prever meses de histórico de alta ou baixa olhando para seus anos anteriores. Baseado nesse histórico, se programe com as compras e produção, assim seu estoque terá um controle melhor para não ficar com excesso ou falta.

Se você trabalha com serviços em que o cliente pode cancelar a qualquer momento, não se acomode: esteja sempre investindo na atração de novos clientes e cuide bem dos que você tem.

Mesmo trabalhando com serviços pode ser possível de prever meses da alta e baixa – por exemplo, se você trabalha como cerimonialista, seus meses de maior renda estão atrelados a meses de festividades, casamentos e eventos empresariais, não é mesmo? Então, nada de gastar de acordo com o que você ganha, tenha um gasto médio de acordo com seus ganhos médios, para que os meses de alta possam compensar os buracos dos meses de baixa.

grafico de controle de finanças para autônomos

Dica: Mantenha uma planilha de acompanhamento de resultados, compare meses no ano atual com meses de anos passados para fazer projeções futuras.

Como calcular os gastos de um home office

Muita gente começa trabalhando em casa por uma questão de praticidade e custos mas, dependendo do seu negócio, pode ser uma falsa economia.

 

A economia para quem trabalha de casa acontece basicamente com transporte e alimentação, mas vamos dizer que você precise fazer muitas reuniões com clientes e acabe usando cafés para isso. No final do mês pode ver que gastou muito em cafezinhos, talvez, valeria mais a pena alugar um espaço em um coworking para poder receber seus clientes de maneira profissional.

Fora que tem outros gastos que também precisam ser contabilizados com um home office:

  • Equipamentos
  • Luz
  • Água
  • Telefone e internet
  • Papelaria e escritório

Se você já tinha esse controle pessoal antes de começar a trabalhar em casa, vai ser mais fácil de acompanhar o que aumentou, compare seu gasto mensal com todos esses itens da lista antes e depois do início do seu home office. A diferença será o valor que o seu negócio consome.

Se você nunca prestou muita atenção nisso e foi só no automático de sair pagando boletos, terá que usar um pouco mais da matemática e calcular o consumo de energia elétrica durante as horas você fica trabalhando em home office.

Com todos os gastos em mãos, você pode avaliar se vale a pena manter seu negócio dentro de casa até ele crescer mais ou se já vale ir para um espaço de coworking.

Projeção de fluxo de caixa para autônomos

  • Separe gastos pessoais e gastos da empresa, incluindo o tempo (tempo é dinheiro também).
  • Dividindo as contas: tenha duas contas separadas. Se você tem CNPJ pode fazer uma conta jurídica ou então duas contas em bancos diferentes, o importante é manter os valores separados.
  • Tenha um “salário”: ou como é chamado no caso de donos de empresa, seu “pró labore”, e defina um valor fixo para esse pró labore (as continhas que mostramos lá em cima sobre média de ganhos vão te ajudar nisso).
  • Tenha uma planilha de controle financeiro: para autônomos essa planilha de controle financeiro costuma ser simples, você precisa registrar tudo que entrou e saiu, valor de impostos (se aplicável), e a balança total mostrando se naquele mês você teve lucro ou prejuízo.

Lembrando que o seu pró labore deve ser retirado antes do cálculo do lucro e não depois, contando como uma saída de dinheiro do caixa do seu negócio.

Acredite, esse registro faz muita diferença para analisar resultados e acompanhar a saúde financeira da empresa. 

Leia também: RPA – Recibo de pagamento autônomo. O que é e como usar sem precisar de CNPJ

Tenha um fundo de emergência

O que “sobrar” no final do mês, depois de pagar todos os custos, tirar seu salário, pagar impostos etc., deve ser reinvestido na empresa, mas de que maneira?

Separe uma parte desse valor para um fundo de emergência, justamente para segurar seus custos fixos naqueles meses de flutuação, a outra parte pode ser usada para investimento no crescimento da empresa.

Dica importante: o investimento em marketing não deve ser considerado somente quando “sobrar” dinheiro. Isso é muito comum de acontecer em pequenos empreendimentos, onde todo o dinheiro é direcionado para a produção e custos diários do negócio e acabam deixando por último o investimento em marketing, vendas e propaganda, pois não enxergam isso como essencial para manter o negócio aberto, esquecendo que em médio e longo prazo o negócio só se manterá aberto se tiver vendas! E para vender, você precisa divulgar seu negócio sempre.

Por isso, uma verba para marketing deve ser estar incluído nos gastos mensais.

Alguns profissionais recomendam que o gasto com marketing seja de 10% do faturamento, ou até mais se seu negócio for relacionado a áreas como estética, moda e venda de produtos. 

Controle de recebimentos e clientes

Como determinar a data de vencimento dos pagamentos?

Negocie com seus clientes para receber antes da data que você precisa ter o dinheiro para pagar seus custos, inclusive seu “salário”, mas quando não for possível colocar todos na mesma data, tenha controle das entradas de pagamentos.

Mas como cobrar seus clientes e ainda controlar quando eles pagam de maneira fácil e centralizada? Usando a plataforma da JUNO! Olha só como funciona o controle de fluxo de pagamentos:

Como funciona a JUNO para autônomos?

Você pode criar sua conta só com o seu CPF, ou CNPJ.

Acabe com os problemas de ter que ficar ligando para seus clientes e ficar ansioso só de saber que os dias de vencimento das suas cobranças estão chegando, isso acaba transformando o que é para ser muito bom (receber dinheiro) em ansiedade e preocupação de “será que meu cliente vai lembrar, será que vão me pagar?”.

Emitindo cobranças pela plataforma da JUNO seus clientes recebem automaticamente lembretes de vencimento das cobranças, você pode incluir juros e multas para cobranças atrasadas, oferecer opção de pagamento em cartão de crédito e boleto e gerenciar tudo de maneira simples na plataforma.

Quer conhecer mais da JUNO? Então vem falar com a gente no chat!

 

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